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Análise completa | Wolfenstein II: The New Colossus

Desenvolvido pela MachineGames Sweden AB, mesma subsidiária que desenvolveu alguns títulos anteriores da franquia e Quake: Dimension of the Past, Wolfenstein II: The New Colossus é um shooter em primeira pessoa publicado pela Bethesda Softworks. Dirigido por Jens Matthies, o jogo foi lançado dia 27 de outubro de 2017 para Microsoft Windows, Playstation 4 e Xbox One.

 

 

 

História

O arco narrativo do título é uma continuação direta dos eventos ocorridos em Wolfenstein: The New Order, lançado em 2014. Agora, William “B.J.” Blazkowicz – dublado por Brian Bloom – deve buscar libertar o mundo do controle nazista. Durante o jogo a progressão é feita de maneira linear, com – a famigerada e preguiçosa técnica – de expor itens relativos à história espalhados pelo mapa. Há também as cut-scenes, que são de boa qualidade. Aqui vale o destaque para a dublagem original (em inglês) que ficou excelente. Os personagens do título são desenvolvidos ao longo da drama de maneira interessante e é possível notar um esforço nesse sentido: a caracterização deles torna a história mais relevante e divertida para o jogador, apesar de seu tema extremamente polêmico e visto por muito como de mau gosto. O que significa que temos no mais novo título da franquia uma história pesada – com bons momentos de alívio cômico – e irreverente. Goste ou odeie, o que podemos concluir é que ela foi realmente bem trabalhada.

 

 

Jogabilidade

As mecânicas principais que moram no coração do jogo estão extremamente bem polidas. Desde a movimentação do personagem até o sistema de pontos de vida, tudo foi feito com bastante cuidado. Não existem críticas pesadas em relação à esses elementos: os combates são intensos, as armas são variadas e interessantes, os inimigos (dependendo da dificuldade escolhida – e existe dificuldade pra todo gosto) são fáceis e difíceis na medida certa. O loop de gameplay, por outro lado, pode apresentar alguns problemas de ritmo. As missões são extremamente frenéticas e rápidas. Vários inimigos, correria, explosões e tiros. Isso se deve, por exemplo, à escolha dos desenvolvedores de adicionar uma velocidade extra ao personagem fornecida pelo seu exoesqueleto. Dessa forma, tudo no jogo é focado em ação e agilidade. O problema ocorre quando, após os combates extremamente divertidos, você se vê parado rodeando as áreas para encontrar o caminho. A linearidade brutal e várias cenas “scriptadas” auxiliam no processo de achar o caminho correto, mas são uma quebra violenta no ritmo do jogo. Você luta ferozmente com nazistas, pausa para achar o caminho (momento com nenhuma ação), luta mais um pouco, pausa de novo, luta de novo, pausa de novo e sai da missão. Em termos de ritmo, essa senoide de adrenalina pode se tornar um pouco chata e repetitiva. Após terminar uma missão, você se depara com uma cut-scene não muito longa e é colocado em uma safe area para só então escolher a próxima missão. Aqui, novamente, o jogo possui um momento de baixa uma vez que você precisa ficar vasculhando o submarino até encontrar a pessoa ou objeto que inicia a próxima missão. São momentos de menor brilho da jogabilidade porém os excelentes combates conseguem segurar a barra. Mas que você vai notar, vai.

 

Gráficos

No geral, Wolfenstein II: The New Colossus é um jogo lindo. O destaque do título fica facilmente por conta da iluminação (em particular a iluminação volumétrica) e dos efeitos de partículas. Esses detalhes visuais – que foram muito bem otimizados -, quando somados às lutas intensas, fazem do jogo uma maravilha para os olhos. É de dar água na boca. Combates cheios de luzes, explosões, partículas e feitos. Nada ficou para trás e a adrenalina e imersão são totais. Claro que nem tudo são flores e o jogo eventualmente sofre com texturas de baixa resolução que ficam em evidência nos momentos em que as lutas acabam. Mas com exceção de momentos pontuais, o jogo está bastante polido visualmente. Até elementos como a interface gráfica do jogo foram bem pensados de forma a aumentar a imersão do jogador. Um problema, porém, é que o jogo não é capaz de rodar na resolução 21:9. Uma pena já que estamos em 2017 e esse segmento de monitores ganha cada vez mais força.

 

Conclusão

Infelizmente, a versão dublada não conseguiu manter a qualidade da original, mas o jogo não deixa de ser excelente. O jogo é possivelmente um dos melhores do ano. Em um mercado cada vez mais voltado para jogos de mundo aberto, a linearidade do jogo faz bem e a competência técnica da equipe responsável com certeza tornam o jogo um must play para os adoradores da série ou do gênero. A sua duração pode depender muito do estilo de jogo e da dificuldade escolhida mas deve durar entre 10 e 20h. O que é pouco se considerarmos o preço de R$199,99. Como o jogo não possui multiplayer, isso reduz um pouco o fator de replay. O que possivelmente aumente esse fator são as dificuldades do jogo e conquistas, mas o estilo talvez não seja pra todo mundo. De forma geral, o jogo está muito bom e vale a pena ser jogado.

Wolfenstein II: The New Colossus está disponível para Xbox One, PlayStation 4 e PC. O jogo também será lançado para Nintendo Switch em 2018. Este review foi feito com uma cópia do jogo cedida pela Bethesda.

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